domingo, 24 de julho de 2011

"Non so più cosa son, cosa faccio" (Não sei mais o que sou, o que faço).


Já não sei o que sou, o que faço, 
ora sou de fogo, ora sou de gelo, 
qualquer mulher me faz mudar de cor, 
qualquer mulher me faz palpitar, etc.


Basta escutar a palavra amor para de deleite 
se turbar, se alterar, o meu peito, 
obrigando-me a falar de amor; 
um desejo, um desejo, que não posso explicar, um desejo, etc. 

Já não se o que sou, etc.

Falo de amor acordado, 
falo de amor sonhando, 
à água, à sombra, aos montes, 
às flores, à erva, às fontes, 
ao eco, ao ar, aos ventos, 
que o som dos meus vãos lamentos 
transportam consigo.

E se não tiver quem me ouça, 
falo de amor comigo, falo de amor comigo!
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Non so piu cosa son, cosa faccio,  
Or di foco, ora sono di ghiaccio,      
Ogni donna cangiar di colore,          
Ogni donna mi fa palpitar.             
Solo ai nomi d'amor, di diletto,       
Mi si turba, mi s'altera il petto,     
E a parlare mi sforza d'amore          
Un desio ch'io non posso spiegar.      
Parlo d'amore vegliando,               
Parlo d'amor sognando,                
All'acqua, all'ombra, ai monti,       
Ai fiori, all'erbe, ai fonti,         
All'eco, all'aria, ai venti,         
Che il suon de'vani accenti           
Portano via con se.                    
E se non ho chi m'oda,            
Parlo d'amor con me!                  

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