domingo, 24 de julho de 2011

"Non so più cosa son, cosa faccio" (Não sei mais o que sou, o que faço).


Já não sei o que sou, o que faço, 
ora sou de fogo, ora sou de gelo, 
qualquer mulher me faz mudar de cor, 
qualquer mulher me faz palpitar, etc.


Basta escutar a palavra amor para de deleite 
se turbar, se alterar, o meu peito, 
obrigando-me a falar de amor; 
um desejo, um desejo, que não posso explicar, um desejo, etc. 

Já não se o que sou, etc.

Falo de amor acordado, 
falo de amor sonhando, 
à água, à sombra, aos montes, 
às flores, à erva, às fontes, 
ao eco, ao ar, aos ventos, 
que o som dos meus vãos lamentos 
transportam consigo.

E se não tiver quem me ouça, 
falo de amor comigo, falo de amor comigo!
.................................................................................................................................
Non so piu cosa son, cosa faccio,  
Or di foco, ora sono di ghiaccio,      
Ogni donna cangiar di colore,          
Ogni donna mi fa palpitar.             
Solo ai nomi d'amor, di diletto,       
Mi si turba, mi s'altera il petto,     
E a parlare mi sforza d'amore          
Un desio ch'io non posso spiegar.      
Parlo d'amore vegliando,               
Parlo d'amor sognando,                
All'acqua, all'ombra, ai monti,       
Ai fiori, all'erbe, ai fonti,         
All'eco, all'aria, ai venti,         
Che il suon de'vani accenti           
Portano via con se.                    
E se non ho chi m'oda,            
Parlo d'amor con me!                  

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Se vuol ballare

Le nozze di Figaro (As bodas de Fígaroé uma ópera em quatro atos composta por Mozart entre 1785 e 1786. A ação desenrola-se no Castelo do Conde de Almaviva, perto de Sevilha, no ano de 1785Fígaro e Susanna, servos do Conde e da Condessa Almaviva, estão noivos e casam em breve. O Conde mantém um longo assédio a Susanna. Fígaro comenta que seu amo não conseguirá o que quer: se quiser dançar, terá de ser ao som do seu tocar. 


Si vuol ballare, signor Contino, 
il le chitarrino suonerò, sì, 
si vuol venire nella mia scuola, 
le la capriola insegnerò, sì. 

SAPRO, SAPRO, piano ma, 
meglio ogni arcano, 
dissimulando Potro scoprir. 

L'arte schermendo, l'arte adoprando, 
di qua pungendo, di là scherzando, 
tutte le macchine rovescierò. 

Si vuol ballare, signor Contino, 
il chitarrino suonerò le.
Se quizer dançar, senhor condezinho, 
A violinha lhe tocarei, sim. 
Se quizer vir à minha escola, 
A cabriola lhe ensinarei, sim. 

Saberei, saberei, mas devagar, 
melhor todos os segredos, 
dissimulando descobrir poderei. 

Esgrimindo a arte, a manha usando, 
saltando aqui, brincando ali, 
todas as intrigas derrubarei. 

Se quizer dançar, senhor condezinho, 
A violinha lhe tocarei.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ária "Voi che sapete" (vós que sabeis) - Le nozze di Figaro - Mozart

Esta é uma linda ária de uma das óperas mais belas de Mozart em que o pajem Cherubino interroga a condessa e Suzana sobre a natureza dos seus novos sentimentos: " vós que sabeis o que é o amor, mulheres, dizei-me se o tenho no meu coração".